Existe remédio para lipedema? Metformina, diosmina, suplementos e o que os estudos mostram de fato

Por Dr. Diego TorricoMédico · CRM 75666 MG

Revisado em 11 min de leitura

Mesa clara com páginas impressas sem texto, óculos de leitura, lupa, caneca pêssego e frasco âmbar fechado

Não existe remédio aprovado para tratar lipedema. O consenso internacional publicado em 2026, com 71 especialistas de 19 países, registra que nenhuma intervenção medicamentosa tem eficácia comprovada na condição [1]. Metformina e diosmina aparecem em documentos de referência, mas com evidência indireta ou baixa [3], e o que existe de ensaio é pequeno e recente [4].

Existe remédio aprovado para lipedema?

Não, e três documentos independentes dizem isso de formas parecidas. O consenso da Lipedema World Alliance, construído por método Delphi com 71 especialistas de 19 países e cinco continentes, aprovou com 93,22% de concordância a afirmação de que hoje não há evidência de eficácia para qualquer intervenção medicamentosa no tratamento do lipedema [1]. O padrão de cuidado dos Estados Unidos, de 2021, afirma que não existe medicamento conhecido que trate especificamente o lipedema [3]. A diretriz alemã de 2024 vai na mesma direção: o tratamento com remédios não é considerado útil, o assunto nem aparece nos artigos de revisão mais recentes e não há dados coletados de forma sistemática sobre medicação na condição [2].

Uma revisão brasileira publicada no Jornal Vascular Brasileiro registra a mesma coisa, com outras palavras: não há medicamento especificamente aprovado para o tratamento do lipedema [6].

Isso não significa que nada seja usado na prática. Significa que o que é usado carrega um rótulo honesto: uso fora da bula, com prova fraca ou emprestada de outra doença. Vale entender substância por substância, porque a qualidade da evidência muda muito de uma para a outra.

Por que a metformina virou assunto, e o que de fato foi testado?

A metformina aparece no padrão de cuidado dos Estados Unidos com uma recomendação forte, na afirmação de que deve ser considerada para pessoas com lipedema e complicações metabólicas [3]. O detalhe que costuma sumir nos resumos é o destino dessa recomendação: ela mira as complicações metabólicas, não o tecido do lipedema em si.

O raciocínio apresentado no próprio documento é de mecanismo: a metformina inibe a fibrose induzida por falta de oxigênio no tecido adiposo e pode reverter fibrose depois de uma lesão [3]. A revisão brasileira de dermatologia de 2026 repete essa linha, dizendo que a metformina pode ser considerada em pacientes com complicações metabólicas pelo potencial de inibir a fibrose induzida por hipóxia no tecido adiposo [7].

Agora o contraponto, que muda a leitura. A diretriz alemã não recomenda metformina em nenhum momento do capítulo sobre medicamentos, e afirma que o tratamento medicamentoso não é considerado útil no lipedema [2]. E uma busca no maior registro público de ensaios clínicos do mundo, feita em setembro de 2026, não encontra nenhum estudo de metformina em lipedema, nem concluído nem em andamento [9]. Ou seja: existe hipótese biológica, existe experiência clínica relatada, e não existe ensaio na doença.

Isso não torna a metformina inútil para quem tem resistência à insulina, pré-diabetes ou diabetes junto do lipedema. Torna diferente a pergunta: o remédio está tratando a condição metabólica, e é ela que justifica a prescrição, feita por quem acompanha você.

Diosmina e outros flebotônicos funcionam no lipedema?

A diosmina é o caso mais confuso, porque a evidência boa que ela tem é de outra doença. O padrão de cuidado dos Estados Unidos diz que a diosmina pode ser considerada para o tecido do lipedema, e classifica essa afirmação como recomendação fraca e evidência de baixa qualidade [3]. A justificativa é mecanística: redução de marcadores de estresse oxidativo, melhora da elasticidade venosa, efeito sobre a drenagem linfática, menor permeabilidade dos vasos pequenos e melhora da dor de origem vascular [3]. A diretriz alemã cita flavonoides apenas de passagem, entre os fármacos que aparecem em revisões sem que ninguém ofereça sugestão detalhada de indicação ou dose [2].

O único estudo de diosmina em lipedema registrado no maior registro de ensaios americano é pequeno e frágil por desenho: 34 participantes, grupo único, sem grupo de comparação, aberto, patrocinado pelo fabricante, conduzido em 2019 e descrito pelos próprios autores como exploratório, feito para orientar um futuro ensaio randomizado e cego [8]. Os resultados enviados ao registro mostram, em três meses, aumento médio de peso de 0,34 kg, aumento de IMC de 0,14 e redução de 0,79% na medida da perna direita, com melhora de 7,12 pontos no escore de dor e função articular [8]. Sem grupo de comparação, nenhum desses números permite dizer que a substância funcionou.

Onde os flebotônicos têm evidência de verdade é na doença venosa crônica, e mesmo ali o efeito é modesto. A revisão Cochrane de 2020 concluiu, com certeza moderada, que eles provavelmente reduzem ligeiramente o inchaço da perna e a circunferência do tornozelo, provavelmente não mudam a qualidade de vida e provavelmente aumentam um pouco os efeitos indesejados, sendo os do estômago e do intestino os mais relatados [10]. É um resultado honesto, e é de outra condição. Lipedema e problema de veia podem coexistir, e é por isso que confundir os dois atrasa tanta gente.

O que mostrou o ensaio brasileiro com extrato de casca de pinheiro?

Esse é o estudo que fez o assunto explodir nas buscas em 2026. Um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, feito em Vitória, no Espírito Santo, testou por 60 dias um extrato padronizado da casca do pinheiro marítimo francês em 100 mulheres de 18 a 40 anos com diagnóstico clínico de lipedema confirmado por dois angiologistas [4]. O desfecho principal foi qualidade de vida pelo questionário QuASiL, em que pontuação mais alta quer dizer sintoma pior.

Os números: as duas pontuações começaram parecidas, cerca de 88 pontos em cada grupo. Aos 60 dias, o grupo que tomou o extrato caiu para 63,2 pontos, enquanto o grupo placebo subiu para 92,9, com diferença estatisticamente significativa [4]. Peso, IMC e percentual de gordura também se comportaram melhor no grupo da intervenção [4]. É o primeiro ensaio randomizado publicado com essa substância na condição, e isso tem valor.

Agora as ressalvas, que os próprios autores e o texto do artigo deixam ver. As participantes moravam todas na mesma cidade e foram atendidas numa clínica única, e o peso inicial diferia entre os grupos, o que os autores apontam como possível fonte de viés [4]. O acompanhamento durou 60 dias, e ninguém sabe o que acontece depois. A empresa que forneceu os comprimidos deu todo o apoio logístico e de medicação aos dois grupos, e outra empresa pagou uma taxa de cinco mil dólares a dois dos pesquisadores pela concepção e coordenação do estudo [4]. E há uma lacuna que chama atenção num artigo que se conclui chamando a substância de segura: a palavra "adverso" não aparece nenhuma vez no texto, que não traz seção nem tabela de eventos adversos [4].

Os próprios autores pedem estudos mais robustos e multicêntricos para confirmar o achado [4]. Um resultado positivo de um ensaio único, financiado pela indústria e feito num só serviço, é um começo de prova, não um ponto final.

O que já foi testado em lipedema, e o que dá para concluir de cada coisa?

Substância O que foi testado em lipedema Força da prova O que dá para dizer hoje
Metformina Nenhum ensaio registrado na condição; a recomendação vem de raciocínio sobre fibrose Indireta Considerada quando existem complicações metabólicas, tratando-as
Diosmina e flavonoides Um estudo de grupo único, 34 pessoas, sem comparação; evidência sólida só em doença venosa Fraca, evidência baixa Pode ser considerada, sem prova de que mude o lipedema
Extrato de casca de pinheiro Um ensaio randomizado, 100 mulheres, 60 dias, uma clínica, patrocínio da indústria Primeiro ensaio, limitado Melhora relatada nos questionários, à espera de repetição independente
Diuréticos Não devem ser usados para tratar o lipedema Consenso forte contra Ficam fora do tratamento, salvo outra indicação clínica
Analgésicos Nenhum estudo mostra remédio eficaz para a dor do lipedema Consenso, sem estudo Podem ser considerados, mas costumam não resolver
Gestrinona Nenhum estudo, nenhum ensaio em andamento Inexistente Sociedades médicas se posicionam contra o uso na condição
Canetas de GLP-1 Pesquisa on-line e relatos; nenhum ensaio registrado na condição Muito baixa Tratam peso e metabolismo, não o lipedema em si

Fontes da tabela: [2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10]

Que remédios os documentos pedem para evitar?

Esta é a parte prática que quase nenhuma página em português traz, e é onde as duas grandes diretrizes concordam sem hesitar.

  1. Diuréticos para tratar o lipedema. A diretriz alemã recomenda, com 94,4% de consenso, que não sejam usados com esse objetivo, embora possam ser usados por outras indicações clínicas da pessoa [2]. O padrão dos Estados Unidos pede evitar o uso prolongado [3]. O motivo está descrito: no edema idiopático, que aparece junto do lipedema em cerca de 10% dos casos, o abuso prolongado pode agravar ou até causar inchaço por contrarregulação do organismo, com risco de falta de potássio e retenção de sal e água [2].
  2. Remédios que fazem ganhar peso ou reter líquido. A diretriz alemã recomenda evitá-los sob avaliação de risco e benefício, com 88,8% de consenso, citando certos antidepressivos e as glitazonas [2]. O documento norte-americano diz o mesmo e sugere trocar, quando possível, por opções neutras para o peso [3], e classifica as tiazolidinedionas como substâncias a evitar por aumentarem o tecido adiposo subcutâneo [3].
  3. Analgésico como estratégia principal. A diretriz alemã admite considerar remédio para dor no começo do tratamento ou numa piora, e na mesma frase registra que, na experiência dos especialistas, ele normalmente não é eficaz, e que não existe estudo demonstrando um analgésico eficaz para a dor do lipedema [2].

Nada disso é motivo para parar um remédio por conta própria. Se você usa algum da lista, a conversa é com quem prescreveu.

E o implante hormonal de gestrinona, que tanto aparece?

Uma revisão sistemática publicada em 2025 procurou estudos sobre gestrinona no lipedema em sete bases e registros, incluindo o registro brasileiro de ensaios clínicos, com busca até julho daquele ano [5]. O resultado foi zero: nenhum estudo randomizado, nenhum observacional, nenhum ensaio em andamento [5].

Os autores registram que diretrizes clínicas e posicionamentos de sociedades profissionais e de associações de pacientes desaconselham de forma uniforme a prescrição fora da bula para lipedema, pela ausência de evidência científica [5]. Entre os posicionamentos citados estão o da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que não reconhece os implantes de gestrinona como opção terapêutica por falta de evidência de qualidade sobre eficácia e segurança, e o da Associação Brasileira de Lipedema [5]. A conclusão da revisão é direta: não há base científica para o uso de gestrinona no manejo do lipedema [5].

Por que ainda não existe remédio para lipedema?

Porque quase ninguém testou, e essa é a resposta desconfortável. Em setembro de 2026, o maior registro público de ensaios clínicos lista 77 estudos com a condição lipedema, e a esmagadora maioria não envolve medicamento [9]. Entre os que envolvem, o único injetável testado especificamente em mulheres com lipedema foi um estudo de fase 2a, aberto, não randomizado, com 12 participantes em duas coortes, concluído em 2019 [9]. Os outros estudos de fase 2 com substância injetável foram registrados para doença de Dercum, que é outra condição [9].

Há razões conhecidas para esse atraso. O lipedema passou décadas confundido com obesidade, o que o manteve fora da agenda de pesquisa, um ponto que ajuda a entender por que a gordura do lipedema não sai com dieta e exercício. Faltam também desfechos padronizados: medir dor, sensibilidade e volume de forma comparável entre centros é difícil, e sem isso um ensaio grande não sai do papel. O interesse recente em o que se sabe sobre as canetas de GLP-1 tem o mesmo problema de origem: muita observação, nenhum ensaio registrado na condição [9].

A boa notícia é que a pesquisa acelerou. Consensos internacionais como o de 2026 servem exatamente para padronizar definição e desfechos [1], que é o degrau que falta para ensaios maiores.

O que fazer enquanto o remédio não existe?

O que tem mais evidência hoje não vem de comprimido. Compressão, movimento orientado, cuidado com o peso quando ele pesa nos sintomas, atenção à saúde emocional e, em casos selecionados, cirurgia específica formam o núcleo do que os documentos sustentam, e esse panorama está detalhado em tratamento do lipedema: o que a ciência sustenta hoje.

Três perguntas ajudam quando alguém oferece um remédio, um implante ou um suplemento para o seu lipedema:

  1. Isso foi testado em pessoas com lipedema, ou em outra doença? Evidência emprestada é comum e nem sempre se confirma.
  2. Qual era o desenho do estudo? Grupo único, sem comparação e sem cegamento, com poucas pessoas, sustenta hipótese, não conclusão.
  3. O que se espera, em quanto tempo, e como vamos medir? Um plano sem medida combinada vira renovação infinita de receita.

Se você convive com dor, peso nas pernas ou hematomas fáceis e está pensando em começar alguma medicação, procure avaliação de um profissional de saúde que conheça a condição, leve a lista completa do que você já toma e peça que o raciocínio seja explicado. Saber qual médico trata lipedema encurta esse caminho. Nenhum remédio, hoje, substitui esse acompanhamento.

Perguntas frequentes

Anti-inflamatório ajuda na dor do lipedema?

A diretriz alemã admite considerar remédio para dor no início do tratamento ou numa piora importante, mas registra que, na experiência dos especialistas, esses remédios normalmente não são eficazes, e que não existe estudo demonstrando um analgésico eficaz para a dor do lipedema [2]. Uma revisão brasileira menciona anti-inflamatórios apenas para controle de dor aguda, por períodos curtos [6]. Quem decide isso é o profissional que acompanha você, olhando o seu quadro e o resto dos seus remédios.

Chá diurético ou cápsula drenante resolve o inchaço do lipedema?

Não há prova de que resolvam, e a diretriz alemã é explícita ao dizer que diuréticos não devem ser usados para tratar o lipedema [2]. Ela descreve que o uso prolongado e abusivo pode até agravar o inchaço, por contrarregulação do organismo, com risco de falta de potássio e retenção de sal e água [2]. Chás e cápsulas vendidos como drenantes não foram testados nesse contexto.

Suplemento vendido sem receita é seguro por ser natural?

Não existe substância ativa sem risco. A revisão Cochrane de flebotônicos, feita em doença venosa, achou um pequeno aumento de efeitos indesejados frente ao placebo, com queixas do estômago e do intestino como as mais relatadas [10]. Suplementos também interagem com remédios de uso contínuo. Vale contar ao seu médico tudo o que você toma, inclusive o que comprou por conta própria.

Se meu médico receitou algo sem prova, ele está errado?

Não necessariamente. Prescrever fora da bula é legal e às vezes razoável, desde que a conversa seja honesta sobre o que se sabe e o que não se sabe. Você pode perguntar o que se espera do remédio, em quanto tempo, como o resultado será medido e o que acontece se não funcionar. Uma decisão combinada dessas costuma proteger mais do que uma promessa.

Referências

  1. Kruppa P, Crescenzi R, Faerber G, Forner-Cordero I, Cornely M, Shayan R, Karnezis T, Simarro JL, de Souza PF, Herbst KL, Ghods M, Michelini S. Lipedema World Alliance Delphi consensus-based position paper on the definition and management of lipedema. Nat Commun. 2026;17(1):427. doi:10.1038/s41467-025-68232-z. PMID 41519859 pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12796449/ (abre em nova aba)
  2. Deutsche Gesellschaft für Phlebologie und Lymphologie (DGPL), coord. Faerber G, Brenner E et al. S2k Guidelines Lipoedema, AWMF Register 037-012, versão 5.0 (versão em inglês), capítulo 6 'Treatment with drugs' (Stücker M, Faerber G). AWMF, 22/01/2024 register.awmf.org/assets/guidelines/037_D_Ges_fuer_Phlebolo… (abre em nova aba)
  3. Herbst KL, Kahn LA, Iker E et al. Standard of care for lipedema in the United States. Phlebology. 2021;36(10):779-796. doi:10.1177/02683555211015887 pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8652358/ (abre em nova aba)
  4. Mello Netto BAS, Corassa JM, Barros FS, Zani V, Seabra de Mello MS, Lorenzoni MB, Assis NM. Impact of Pycnogenol® use in the treatment of patients with lipedema: a randomized controlled trial. Cureus. 2025;17(11):e96589. doi:10.7759/cureus.96589. PMID 41393612 pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12697813/ (abre em nova aba)
  5. Amato AC, Amato JS, Benitti D. Lack of scientific evidence for the use of gestrinone in the treatment of lipedema: a systematic review. Cureus. 2025;17(11):e97213. doi:10.7759/cureus.97213. PMID 41426843 pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12715648/ (abre em nova aba)
  6. Kamamoto F, Baiocchi JMT, Batista BN, Ribeiro RDA, Modena DAO, Gornati VC. Lipedema: exploring pathophysiology and treatment strategies, state of the art. J Vasc Bras. 2024;23(3):e20240025. doi:10.1590/1677-5449.202400252. PMID 39866170 www.scielo.br/j/jvb/a/VtfxqW3hknsDFw8BGFPfTTb/?lang=en (abre em nova aba)
  7. Dini TD, Birck MS, Saalfeld RM, Macedo CLD, Bagatin E. Lipedema: aspectos fisiopatológicos e estratégias terapêuticas, atualização para dermatologistas. An Bras Dermatol. 2026;101(1):501270. doi:10.1016/j.abdp.2026.501270 www.anaisdedermatologia.org.br/pt-lipedema-aspectos-fisiopa… (abre em nova aba)
  8. Primus Pharmaceuticals. Vasculera (diosmiplex) in participants with lipedema: an exploratory controlled case study. ClinicalTrials.gov, registro NCT05616962. Estudo conduzido de 26/05/2019 a 23/09/2019; resultados enviados ao registro em 03/06/2024 clinicaltrials.gov/study/NCT05616962 (abre em nova aba)
  9. ClinicalTrials.gov (U.S. National Library of Medicine). Busca por estudos com a condição 'lipedema' e por intervenções específicas. Consulta feita pela API oficial v2 em 25/09/2026 clinicaltrials.gov/api/v2/studies?query.cond=lipedema&count… (abre em nova aba)
  10. Martinez-Zapata MJ, Vernooij RW, Simancas-Racines D, Uriona Tuma SM, Stein AT, Moreno Carriles RMM, Vargas E, Bonfill Cosp X. Phlebotonics for venous insufficiency. Cochrane Database Syst Rev. 2020;11(11):CD003229. doi:10.1002/14651858.CD003229.pub4. PMID 33141449 pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8094625/ (abre em nova aba)

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